Israel é um lugar mágico, onde os vestígios do passado tem um sentido muito mais real se comparado, por exemplo, com o Vaticano. Alias, Israel com certeza é um país que pretendo voltar em breve, ao contrário, do Vaticano, que penso ser ideal ir uma vez para conhecer (já fui duas e enjoei...).
Em Jerusalém, as quatros religiões ainda convivendo juntas dentro antiga cidade e, principalmente, o conflito que persite até hoje entre judeus e muçulmanos faz parecer que você faz parte da história enquanto está lá. A cada passo uma nova descoberta, seja ela um local histórico ou uma regra religiosa. Me hospedei dentro da antiga cidade, na parte católica. No dia seguinte descobri que estava a poucos metros do santo sepulcro e que a continuação da rua que eu estava hospedado era a Via Dolorosa! Infelizmente não pude visitar a Mesquita da Rocha, na parte muçulmana, pois era época do Ramadan e seria muito perigoso entrar (pelo menos foi o que policiais israelenses altamente armados me disseram na entrada).
No início, ter que passar por detector de metais para entrar em shoppings, estações de trem/ônibus e vários outros lugares me assustou, assim como ver uma enorme quantidade de joveis policiais com metralhadoras em todos os lugares, mas a imagem de lugar perigoso, enaltecido pelas manchetes internacionais desfez-se totalmente em Tel Aviv, a capital. Uma cidade com praias belíssimas em toda a costa, com segurança, cheia de estudantes, prédios enormes em construção, tecnologias e praticidades. Enquanto em Tel Aviv, passei o tempo todo de havaianas, que são um sucesso por lá. Eu poderia descrever Tel Aviv como uma mistura do melhor de São Paulo e Rio.
Tanto a entrada quanto a saída de Israel foram extremamente desgastantes e demoradas, mas no final deu tudo certo. Foram no total 8 entrevistas (três em Paris antes de embarcar, três no aeroporto Ben Gurion quando cheguei e mais duas no dia de ir embora), além de revistarem toda a minha bagagem (detalhadamente) na entrada e na saída e uma revista completa em Paris (só de cueca, hehehe).
Apesar disso, após entrar no país, foi impressionante constatar o quanto eles adoram brasileiros. E não somente os judeus, quando fui à Belém, território controlado pela Palestina, foi a mesma coisa.
Alguns destaques de Tel Aviv:
- Praticamente os mesmos preços do Brasil.
- TODO mundo fala inglês.
- A pobreza nas ruas é mínima. Dá pra ir tranquilamente, sozinho ou acompanhado, a qualquer hora, para qualquer lugar.
- As pessoas são bonitas e adoram brasileiros (essa foi uma das melhores partes)...
- Trabalhar como garçom pode reder um BOM dinheiro. Em todos os lugares, as gorjetas são de 15 a 20%!]
- Os poucos travestis que vi na rua não são brasileiros(as), são russos(as)!
- Faz 29º as 7 da manhã...
- Dá pra tomar banho de mar de madrugada (a qualquer hora, na verdade...), pois a àgua está sempre quente.
- Supermercados 24 horas em toda a cidade. Sonho!
- Os carros param quando você pisa ou faz menção de pisar na faixa segurança.
- Festas e lugares agitados todos os dias da semana, incluindo as praias. Para todos os gostos...
- Para quem tem pavor da lingua hebraica, as placas com os nomes das ruas também estão em Inglês
- Academias gratuitas nas ruas, ao ar livre, nas praias, praças e parques!
- Praias limpas, com cabanas, chuveiros e banheiros, tudo gratuito
Gostei tanto de Tel Aviv que abdiquei de conhecer outros lugares históricos, como Nazaré e Mar Morto ou até mesmo ir até o sul, em Eilat, e atravessar para o Egito para conhecer o monte Sinai. Preferi curtir mais Tel Aviv, até porque, com certeza, voltarei à Israel na primeira oportunidade!

Atualmente cumprindo a agenda em Buenos Aires, Madonna ainda fará shows em Santiago antes de desembarcar no Brasil, onde fará seu primeiro show no Rio de Janeiro dia 14/12, encerrando a turnê em São Paulo dia 21/12 (e também o meu período de férias). Quem viver verá!

